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Justiça bloqueia R$ 46 milhões de empresas do Consórcio Guaicurus após pedido da Prefeitura

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 46 milhões de empresas que integram o Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo de Campo Grande. A medida foi tomada pelo juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, a pedido da prefeita Adriane Lopes (PP).

Segundo as informações disponíveis, a Prefeitura alegou preocupação com a possibilidade de retirada ou ocultação de valores em espécie e em contas bancárias, o que poderia dificultar o trabalho da junta interventora nomeada para assumir a gestão do serviço.

O bloqueio atinge contas bancárias e valores em caixa das empresas Viação Cidade Morena, Viação São Francisco, Viação Campo Grande e Jaguar Transportes Urbanos. Os recursos deverão ficar à disposição da junta interventora, presidida por Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira.

Risco de falta de recursos

A justificativa apresentada pela administração municipal é que a falta de acesso ao dinheiro poderia comprometer despesas básicas para manter os ônibus em circulação, como abastecimento da frota e pagamento de trabalhadores.

Conforme o material de apoio, a procuradora-geral do Município, Cecília Saad Cruz Rizkallah, apontou a possibilidade de o consórcio dificultar o acesso dos interventores às contas do grupo e até ocultar valores disponíveis.

O Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Coletivo também foi citado no contexto da preocupação com os pagamentos. De acordo com as informações fornecidas, motoristas aguardam o recebimento de vale na sexta-feira, dia 19, e eventual atraso poderia provocar mobilização da categoria.

Intervenção e desafios para a Prefeitura

A intervenção teve início com o afastamento da diretoria do Consórcio Guaicurus. A primeira medida prevista é a realização de auditoria para levantar a real situação financeira do grupo.

O transporte coletivo de Campo Grande atende cerca de 100 mil usuários por dia, segundo os dados informados. Por isso, uma paralisação teria impacto direto na rotina da população e em atividades econômicas da Capital.

Apesar da intervenção, não há informação de retirada imediata dos ônibus antigos de circulação nem de redução da tarifa. O material de apoio informa que o consórcio alegava déficit e defendia aumento da passagem para R$ 7,79. Atualmente, o valor mencionado é de R$ 4,95.

Com a intervenção, a gestão de Adriane Lopes passa a responder politicamente pelo desafio de manter o sistema funcionando sem repassar novos custos ao usuário. As informações disponíveis não detalham, porém, quais medidas práticas serão adotadas para melhorar o serviço ou equilibrar as contas do transporte coletivo.