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Morre Leonardo Dias Mendonça, o “Barão do Tráfico”, aos 63 anos

Morreu na tarde de ontem (20), aos 63 anos, Leonardo Dias Mendonça, conhecido como “Barão do Tráfico”. Um dos maiores narcotraficantes do Brasil, ele estava internado em estado grave na Santa Casa de Campo Grande desde a última segunda-feira (17), quando passou mal na Penitenciária Federal, onde cumpria pena.

A defesa e a família aguardam agora as providências das autoridades para a liberação e o translado do corpo. Leonardo deverá ser levado para Goiás, onde residem seus familiares.

Leonardo Dias Mendonça foi apontado, no início dos anos 2000, como um dos principais chefes do tráfico internacional de drogas na América Latina. Sua atuação era tão expressiva que chegou a superar a projeção de seu ex-aliado Fernandinho Beira-Mar, líder do Comando Vermelho.

Segundo a Polícia Federal, seu modus operandi consistia na compra de terras e gado para lavar dinheiro oriundo do tráfico. As investigações também revelaram que ele mantinha influência sobre políticos e magistrados.

Ele era procurado por autoridades de quatro países: Brasil, Estados Unidos, Holanda e Colômbia, que chegaram a cassá-lo na época.

Condenações e prisões

Leonardo possuía condenações por tráfico de drogas, associação para o tráfico, falsidade ideológica e lavagem ou ocultação de bens.

Mesmo preso, ele continuava comandando uma organização criminosa composta por 35 pessoas, que foi desmantelada em operação conjunta do Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) e da Polícia Federal.

Em 2018, recebeu tornozeleira eletrônica e passou a cumprir pena em regime semiaberto, em Aparecida de Goiânia. No entanto, em 2019, foi novamente preso em Goiás, desta vez por envolvimento no transporte de cocaína. Na operação, a PF prendeu 24 pessoas e apreendeu um avião usado pela organização criminosa.

Sua transferência para a Penitenciária Federal de Campo Grande ocorreu em novembro de 2023.

A trajetória de Leonardo Dias Mendonça representa um dos capítulos mais marcantes do narcotráfico na América Latina. Sua capacidade de articulação internacional, aliada à lavagem de dinheiro por meio do agronegócio, revela a sofisticação e a periculosidade de sua organização.

Com sua morte, encerra-se a história de um dos criminosos mais procurados do país, mas o impacto de sua atuação ainda ecoa nas investigações e nos processos judiciais que envolvem sua rede de influência.