O Aeroporto Municipal Plínio Alarcon, em Três Lagoas, pode voltar ao centro das discussões sobre infraestrutura e conectividade aérea no interior de Mato Grosso do Sul. A possibilidade de inclusão do terminal em um novo pacote de concessões aeroportuárias estudado pelo Ministério de Portos e Aeroportos abre caminho para investimentos e para a retomada de operações comerciais regulares na cidade.
O modelo em análise pelo governo federal prevê que grandes aeroportos com alto fluxo de passageiros sejam concedidos em conjunto com terminais regionais, permitindo que a gestão privada invista também em aeroportos menores considerados estratégicos para o desenvolvimento regional. Nesse contexto, o aeroporto de Três Lagoas poderia integrar o lote vinculado ao Aeroporto Internacional de Brasília.

Para Três Lagoas — reconhecida como um dos principais polos industriais do Centro-Oeste e conhecida nacionalmente pela forte indústria de celulose — a retomada da aviação comercial é vista como fundamental para fortalecer a logística empresarial e ampliar a conexão da região com outros centros econômicos do país.
Aeroporto está sem voos regulares há um ano
Apesar da importância estratégica, o Aeroporto Plínio Alarcon está sem voos comerciais regulares desde março de 2025, quando a Azul Linhas Aéreas encerrou suas operações no município. Desde então, o terminal tem sido utilizado apenas por aeronaves particulares e voos de pequeno porte.
A interrupção ocorreu mesmo após um longo processo de estruturação do aeroporto para atender à aviação comercial. Ao longo dos anos, o terminal passou por melhorias importantes, como a pavimentação da pista e a construção do receptivo de passageiros, adequando a estrutura às exigências operacionais para receber companhias aéreas.
Durante diferentes períodos, empresas aéreas operaram voos ligando Três Lagoas a cidades como São Paulo e Campinas, o que permitia conexões com diversos destinos nacionais.
O prefeito Cassiano Maia, o secretário municipal de desenvolvimento econômico Marcos Antônio Gomes Junior e outras autoridades municipais seguem na tentativa de reverter a situação, conquistando novamente voos regulares para o aeroporto junto às principais companhias aéreas que operam no Brasil.


