Senadora sai em defesa de Adriane Lopes e aponta herança financeira como entrave para investimentos

A senadora Tereza Cristina (PP) afirmou, durante evento realizado na manhã desta sexta-feira (27), que a prefeita Adriane Lopes (PP) tem sido alvo de críticas injustas diante do cenário financeiro que herdou ao assumir a administração de Campo Grande.

Segundo a parlamentar, Adriane recebeu o município com praticamente 100% das receitas comprometidas com folha de pagamento e custeio da máquina pública, o que inviabilizou investimentos imediatos em áreas estratégicas.

Adriane administra a Capital desde 2022, após a saída de Marcos Trad (PDT) para disputar as eleições estaduais. Reeleita em 2024, iniciou novo mandato em janeiro do ano passado.

De acordo com Tereza Cristina, o primeiro ano da atual gestão foi dedicado a ajustes fiscais, tanto em nível macro quanto micro, com envio de projetos à Câmara Municipal voltados à contenção de despesas e reorganização das finanças.

A limitação orçamentária impactou diretamente a capacidade de investimento em infraestrutura. A situação das vias urbanas, marcada por buracos, problema que se agrava no período chuvoso, tornou-se uma das principais cobranças enfrentadas pela prefeita.

Durante o evento, a senadora reconheceu que a operação tapa-buracos vem sendo executada como medida emergencial, mas ressaltou que a solução definitiva exige recapeamento amplo da malha viária. Para isso, informou que há articulação da bancada federal para captação de recursos junto ao Governo Federal.

Ela avaliou que a pressão sobre a gestão ocorreria independentemente de quem estivesse no comando da Prefeitura, ao destacar que os desafios são estruturais.

A parlamentar também mencionou a proximidade do fim do período chuvoso, lembrando a tradição que marca o Dia de São José, em 20 de março, como referência para a mudança no clima. A expectativa é que, com a redução das chuvas, os serviços avancem em ritmo mais acelerado.

A estratégia da administração municipal, segundo aliados, é manter o equilíbrio fiscal enquanto busca reforço financeiro externo para ampliar a capacidade de investimento e responder às demandas da Capital.

Compartilhe nas Redes Sociais

Outras Notícias