Família contesta inquérito militar e cobra respostas sobre morte de soldado em posto do Exército

A família do soldado Dhiogo Melo Rodrigues, morto com um disparo de fuzil na cabeça enquanto fazia guarda no Comando Militar do Oeste (CMO), no dia 27 de outubro do ano passado, afirmou que o Inquérito Policial Militar (IPM) não esclareceu as circunstâncias nem apontou responsabilidades pelo caso.

Em nota divulgada nesta semana, os familiares criticam o fato de o inquérito ter se limitado a atestar a aptidão técnica de Dhiogo para o uso de armamento, sem apresentar um laudo psicológico individualizado que confirmasse sua condição emocional para o serviço. Segundo eles, há relatos prévios de sofrimento emocional que teriam sido comunicados internamente e ignorados pela hierarquia militar.

A família também aponta falhas na investigação, como a não realização de perícia no local da morte, a retenção do celular do soldado e a falta de transparência institucional desde o ocorrido.

Para os parentes, o fato de Dhiogo estar sob ordens, em ambiente controlado e com armamento fornecido pelo Exército, impõe ao Estado um dever reforçado de proteção. A família informou que já protocolou um pedido junto ao Ministério Público Militar para ter acesso integral ao IPM e cobra providências. Medidas judiciais estão sendo preparadas com base na responsabilidade objetiva da União prevista na Constituição.

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